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Christo não volta (Resposta ao «Voltareis, ó Christo?» de Camillo Castello-Branco)   By: (1849-1925)

Book cover

First Page:

CHRISTO NÃO VOLTA

(Resposta ao «Voltareis, ó Christo?» de Camillo Castello Branco)

NARRATIVA

POR

ALBERTO PIMENTEL

Meus Deus, enviae segunda vez á terra o vosso divino Filho! Esta negridão gentilica é peor que a de ha dois mil annos. N'aquelle tempo esperava se; nas entranhas sociaes estremecia o presentimento d'um regenerador... Hoje em dia, nada, nada, ó altissima Providencia! Nada! Mas... voltareis, ó Christo?

CAMILLO CASTELLO BRANCO.

LIVRARIA INTERNACIONAL DE ERNESTO CHARDRON 96, Largo dos Clerigos, 98 PORTO

EUGENIO CHARDRON 4, Largo de S. Francisco, 4 A BRAGA

1873.

PREÇO, 200 réis.

CHRISTO NÃO VOLTA

CHRISTO NÃO VOLTA

(Resposta ao «Voltareis, ó Christo?» de Camillo Castello Branco)

NARRATIVA

POR

ALBERTO PIMENTEL

Meus Deus, enviae segunda vez á terra o vosso divino Filho! Esta negridão gentilica é peor que a de ha dois mil annos. N'aquelle tempo esperava se; nas entranhas sociaes estremecia o presentimento d'um regenerador... Hoje em dia, nada, nada, ó altissima Providencia! Nada! Mas... voltareis, ó Christo?

CAMILLO CASTELLO BRANCO.

LIVRARIA INTERNACIONAL

DE

ERNESTO CHARDRON

96, Largo dos Clerigos, 98

PORTO

EUGENIO CHARDRON

4, Largo de S. Francisco, 4 A

BRAGA

1873.

PORTO: TYP. DE MANOEL JOSÉ PEREIRA

Rua de Santa Thereza, n.º 4 a 6.

Cartas enviadas ao «Primeiro de Janeiro»

I

Castello de Paiva, junho de 1873.

MEU AMIGO.

Como tem navegado Douro acima e conhece bem as planicies e montanhas que a uma e outra margem se encontram, umas espraiando se ao nivel da corrente, outras erguendo se ameaçadoras e aridas para o ceo, não me dispenso de contar lhe um caso triste e verdadeiro, porque o presenciei eu, se bem que mal possa ser chronista, porque estou ainda na commoção da surpreza.

Encontrei o no Porto, e disse lhe que tinha de partir para Castello de Paiva. Effectivamente parti no dia fixado. Não jornadeei por terra, o que seria incomparavelmente mais rapido, porque me julguei obrigado, a bem de meus proprios interesses, a acompanhar o barco carregado por minha conta. Larguei do caes da Ribeira, cerca da meia noite, para aproveitar a maré até Pé de Moira. Obedeço a um pedido não declarando o dia. Cerca das onze horas da manhã estava em Pé de Moira, onde os marinheiros e arraes almoçaram, comendo uns peixes fritos na barraca de ramas de pinheiro, que o meu amigo conhece, e bebendo pela tradicional bilha de barro vermelho.

Ahi me prophetisou o arraes que o termo da viagem seria moroso, porque não havia vento e o barco ia muito carregado.

Resignei me.

Armou se um tolde com a vela, accendi o meu cachimbo, bebi tambem, e comecei a lêr os jornaes que trazia no bolso, disposto a viver sobre agua o tempo que fosse preciso.

Oh! enfadonha coisa este ante diluviano processo de locomoção! Digo ante diluviano em rasão de Noé se ter salvo embarcado no dia da grande submersão da terra.

Li os jornaes de fio a pavio, como se diz não sei se em bom portuguez, reli os, decorei os. Cheguei a devorar os annuncios com uma soffreguidão de cannibal. Enguli e digiri todos os barateiros e todos os precisa se . Comprehendi então o que ha de profundamente triste em precisar ; eu tambem precisava de chegar a casa o mais breve possivel e todavia a terra firme estava para mim como a agua para Tantalo... Continue reading book >>




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