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A Divorciada   By:

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Notas de transcrição:

O texto aqui transcrito, é uma cópia integral do livro impresso em 1906.

Mantivemos a grafia usada na edição impressa, inclusivamente a peculiaridade de formatação dos diálogos que o autor adoptou. Foram corrigidos alguns pequenos erros tipográficos evidentes, que não alteram a leitura do texto, e que por isso não considerámos necessário assinalá los. Outras correcções, por termos considerado importante dar nota delas, foram assinaladas na versão html deste texto.

COLLECÇÃO ANTONIO MARIA PEREIRA 59.º volume

A DIVORCIADA

COLLECÇAO ANTONIO MARIA PEREIRA

A

DIVORCIADA

POR

JOSÉ AUGUSTO VIEIRA

2.ª EDIÇÃO

1906 Parceria Antonio Maria Pereira LIVRARIA EDITORA E OFFICINAS TYPOGRAPHICA E DE ENCADERNAÇÃO Movidas a electricidade Rua Augusta 44 a 54 LISBOA

1906

OFFICINAS TYPOGRAPHICA E DE ENCADERNAÇÃO

Movidas a electricidade

Da Parceria Antonio Maria Pereira

Rua Augusta, 44, 46 e 48, 1.º andar

LISBOA

Ao Ex.mo Sr.

Elyseu Xavier de Souza e Serpa

OFFERECE E DEDICA

O AUCTOR.

A DIVORCIADA

I

Festejavam se á noite em casa do brasileiro Mendes os dezenove annos da menina Adelaide.

Toda ella se affogueava nos contentamentos intimos de rainha da festa, as faces carminando se das exhuberancias humidas e quentes d'uma mocidade recatada e honesta, muito vaidosa do seu vestido novo, praguejando em frente do espelho, como um collegial estroina, contra aquella moda de penteado, que lhe não deixava pôr em relevo as longas tranças castanhas, tão espessas, que a natureza lhe doara.

Tinham se convidado apenas as filhas do Gomes, as Bastinhos, a Ermelinda Silva, filha do Jorge director d'um banco, e umas poucas mais, ex companheiras de collegio, muito intimas, com quem se não fazia ceremonia.

Rapazes viriam tambem.

O Juca, sobrinho do Mendes, tinha se encarregado de apresentar alguns amigos, e o brazileiro, muito popular nos estabelecimentos da Praça de D. Pedro, convidara alguns caixeiros para irem beber um calice do fino, fazer uma saude á pequena.

Era cedo ainda.

A grande meza de jantar, como um cetaceo brunido, estendia toda a elasticidade das suas articulações para sustentar no dorso viandas appeteciveis, carnes frias, podins gelados, os largos taboleiros de doce, as garrafas de crystal com opalinos vinhos do Porto e da Madeira. Ao centro um jarrão de porcellana, cheio de camelias encarnadas e brancas, dominava todo aquelle acampamento de coisas appetitosas, orgulhoso de si, como o general Boum no meio das amazonas da Grã Duqueza.

Na sala de visitas a menina Adelaide collocava por suas proprias mãos heras e flores em volta das serpentinas.

O Mendes, em mangas de camisa, suando como outr'ora nas labutações dos seus armazens, dava ao piano uma collocação apropriada de modo a occupar o menor espaço possivel; depois vinha para o meio da sala, olhava o na bruta admiração da sua grossa esthetica e via que ainda se podia chegar mais á parede.

Ficava melhor, dizia.

Mas a filha, interrompendo o seu trabalho:

que assim não estava bem, nem se ouviam os sons, credo! e, de mais, pouco espaço ficava para uma senhora poder tocar!

O Mendes reconsiderou, cedendo um pouco da sua opinião, e em seguida foi auxiliar a filha a dispor as flores sobre as serpentinas.

Dentro, n'outra parte da habitação, a D. Carola, accomodava uma saleta para toilette das senhoras, e o Juca, no seu quarto que serviria de sala de fumo, dispunha charutos deliciosos n'uma estatueta bronzeada, que fingia um escravo carregador... Continue reading book >>




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