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Epistola de Heloysa a Abaylard composta no idioma Inglez por Pope   By: (1688-1744)

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First Page:

EPISTOLA

DE

HELOYZA A ABAYLARD,

COMPOSTA

NO IDIOMA INGLEZ

POR

POPE,

E TRASLADADA

EM VERSOS PORTUGUEZES

POR M^os.

LONDRES:

NA OFFICINA DE GUILHERME LANE,

RUA DE LEADENHALL.

1801.

ASSUMPTO.

Abaylard, e Heloyza viveraõ no duodecimo Seculo; merecendo neste a mais destincta Contemplaçaõ, assim pelos seus talentos, e Conhecimentos literarios, como pelas qualidades externas, de que a Natureza liberalmente os tinha dotado, nenhuma couza porem concorreo tanto para os fazer celebres, como a sua Paixaõ desgraçada: Depois de huma longa serie de infortunios, se retirou cada hum delles a Mosteiros, aonde consagraraõ o resto de seus dias a exercicios de Religiaõ, e Penitencia.

Succedeu, que alguns annos depois da sua separaçaõ, huma Carta, em que Abaylard narrava a hum de seus Amigos todas as suas desgraças, chegou por cazualidade ás maõs de Heloyza, despertou esta narraçaõ toda a sua ternura; e deu occaziaõ a esta famoza Carta, que pinta taõ vivamente os Combates da Natureza, e da Graça.

EPISTOLA

DE

HELOYZA A ABAYLARD.

Neste retiro quieto, Onde em morna solidaõ Levanta os olhos aos Ceos Cançada contemplaçaõ; No Lugar onde o Silencio Repouza profundamente Que movimentos perturbaõ Minh'alma com dõr vehemente! Porque razaõ se extraviaõ Fòra do sancto retiro Meus sentimentos profanos Porque motivo eu suspiro! E porque meu coraçaõ, De Amor o fogo esquecido, Inda será devorado Ja a cinzas reduzido? Que! Amarei ind'agora! Eis a Carta qu'elle envia, He o nome de Abaylard, Que inda bejo entre agonia; Nome fatal e querido! Nunca mais proferirei C'os meus labios, a que os votos. Impoem do Silencio a lei: He para sempre encerrada Terna idea de Abaylar No coraçaõ, que naõ posso C'o a do meu Deos separar. Que minha Maõ se suspenda, Tal nome naõ và traçar.... Mas, oh Ceos, que tenho escripto! Va o meu pranto apagar. Debalde Heloiza aflicta Recorres ao pranto, á prece, Determina o coraçaõ, E sempre a maõ lhe obedece! Muros, que encerrais sombrios Mais de mil votos ardentes; E que os ecchos repetis. De Suspiros penitentes; Rochedos, grutas de espinhos, Por toda aparte errissados, Penhas que o uzo amacia Dos joelhos lacerados: Altàres, aonde Virgens, Com hum fervor incessante, Vellaõ de noite, e de dia Com palidez no semblante: Imagens d'aquelles Sanctos, Que aos Ceos por vencer se aprazem Tua vista, e meu silencio Insensivel me naõ fazem: Sempre o Ceo em vaõ me chama, Quando em fervente Oraçaõ, Subjeita me a Natureza Metade do Coraçaõ; E as preces, jejuns, e o pranto Naõ póde extinguir thé gora, Nem ao menos moderar O fogo que me devora. Apenas tremula abri Tua Carta, ah meu Querido! Logo teu nome s'of'rece A meus olhos, meu sentido; Eis que subito rebenta O sentimento magoado De minhas desgraças todas, Nome fatal, e adorado! Que jamais eu pronuncio, Sem que meu pranto amargozo, Envolto em crueis suspiros, Me lembre o trance horroroso Tremo sempre, se o meu nome Co'a vista infeliz acerto, Pois sei que algum infortunio O seguirá de bem perto, Meus olhos nadando em pranto, Correndo de linha em linha, Achaõ somente desgraças Da minha sorte mesquinha Mil vezes de ardente amor M'inflama a voracidade, Outras da dor opprimida Geme a tenra mocidade; Em fim no retiro escuro D'hum Mosteiro clauzurada Manda a Religiaõ se extinga A paixaõ mais inflamada; Aonde deve acabar Com impossivel victoria As duas paixoens mais nobres O terno Amor, e a Gloria... Continue reading book >>




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