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O Claro Riso Medieval   By:

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JOÃO DE LEBRE E LIMA

O claro riso medieval

CONFERENCIA LIDA PELO AUTOR NO PRIMEIRO SALÃO DOS HUMORISTAS E MODERNISTAS REALISADO NA CIDADE DO PORTO 14 VI 915

LIVRARIA CHARDRON DE LELO & IRMÃO, EDITORES PORTO 1916

Als ik kan

Sinal do pintor Jehan de Eyck

O CLARO RISO MEDIEVAL

Do Autôr:

O LIVRO DO SILENCIO seguido dos POÊMAS DO CORAÇÃO E DA TERRA (1913)

A seguir:

DA PÊNA DE MORTE

PALAVRAS... PALAVRAS

O TEAR DE PENÉLOPE

JOÃO DE LEBRE E LIMA

O claro riso medieval

CONFERENCIA LIDA PELO AUTOR NO PRIMEIRO SALÃO DOS HUMORISTAS E MODERNISTAS REALISADO NA CIDADE DO PORTO 14 VI 915

LIVRARIA CHARDRON DE LELO & IRMÃO, EDITORES PORTO

AOS EXPOSITORES E CONFERENTES DO PRIMEIRO SALÃO DOS HUMORISTAS ORGANISADO NO PORTO. HOMENAGEM DE ADMIRAÇÃO, RECONHECIMENTO E SIMPATIA.

J. de L. e L.

Quand une chose me plaira, je ne prétends pas qu'elle te plaise, encore moins qu'elle plaise aux autres. Le ciel nous préserve des legislateurs en matière de beauté, de plaisir et d'émotion! Ce que chacun sent lui est propre et particulier comme sa nature; ce que j'éprouverai dépendra de ce que je suis.

TAINE Voyage en Italie.

MINHAS SENHORAS MEUS SENHORES

Eu não sei de período histórico que mais malsinado tenha sido, por quanto arengadôr comicieiro se tem lembrado de evocal o, que esse que pelo nome dá de Meia Idade, fecundo e generoso período que a erudição moderna, ha uns lustros a esta data, com tão desvelado carinho vem reabilitando, para mór desespêro e atarantação dos que na «noite dos seculos», «treva da Humanidade» e «aviltamento do espírito humano» encontraram bordões cómodos a que apoiar a sua indolencia intelectual e o seu arripiante desdém pelos processos honestamente scientíficos de fazêr ou espalhar a História. E é com um regalo um tudo nadinha perverso que eu esfrego as mãos a cada nova descoberta, visionando a desorientação sempre maior que vai por casa do Senhor Logar Comum e de sua estimavel consorte, Mme. Frase Feita.

Popularisada pelo espírito sectarista da Renascença, ainda conserva raíses teimosas no cérebro contemporáneo a impressão de que a Idade Média mais não foi do que uma deprimente crise, em que tudo quanto de nobre existe no homem correu sério risco de naufrágio.

Porque, ao alvorecêr do cristianismo, das landes e florestas bravías, da Germánia, alguns milhares de teutões, brutais e fortes, como vaga assoladora descêram até aos países que se abrigavam sob a asa, já então desplumada, da águia romana e porque, esfacelado o Império que assombrára o mundo, essas rudes hordas batalhadoras durante alguns centos de anos rijamente se haviam disputado os pingues bocados da prêsa, logo para o critério racionalista, factício, estreito, dos humanistas do Quattrocento os dez séculos que precederam a ressurreição da cultura greco latina se tornaram num grosseiro e despresivel rosário de ladroagens, devassidões e carnificinas assim como que uma jaula enorme em que um bando faminto de ursos se entredevorasse, enraivado e excitado pela sangueira.

Por outro lado, as preocupações doentias do au delà , os terrôres do inferno e o papel capital que a Egreja desempenhou em todas as grandes crises da época, criaram a lenda de que os tempos medievos haviam coalhado em todos os lábios os sorrisos e as palavras de alegria, tornando o mundo num gelado claustro de convento, aonde ninguem se atrevia a falar alto, com mêdo de perturbar o sussurro das litanias e dos Kyries ... Continue reading book >>




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