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Ruy o escudeiro: Conto   By: (1792-1846)

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First Page:

RUY O ESCUDEIRO.

Conto.

POR

L. DA S. MOUSINHO D'ALBUQUERQUE.

Remedios contra o somno buscar querem, Historias contão, casos mil referem. Camões, Lusiadas, Canto 6.º, Est. 39.ª

LISBOA: 1844.

Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis. Largo do Pelouriho, N.º 24.

O manuscripto original do presente Poema foi dadiva generosa de seu illustre Auctor, feita á Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, que desejando corresponder a tão obsequioso offerecimento empenhou os recursos artisticos, de que podia dispor, para que a edição fosse primorosa, e provasse o adiantamento da gravura em madeira e da typographia em Portugal nestes ultimos annos.

Os Editores.

RUY O ESCUDEIRO.

CANTO PRIMEIRO.

Desbaratado, e roto o mouro hispano, Tres dias o grão Rei no campo fica. Camões, Lusiadas, C. 3.º, E. 53.ª

A Cruz azul, que em campo prateado No escudo de Henrique reluzia, Em cinco o Filho já tinha cortado Por memoria dos Reis, que roto havia: De Castro verde o campo dilatado O novo Rei com o arraial cobria, Livres os seus, e os mouros fugitivos, Partião os despojos, e os captivos.

Do arraial no meio se elevava Do grande Affonso a lenda triumfante, Em torno á qual o vento balançava As dos Cabos do Exercito prestante, De Pero Pais, que seu pendão guiava, Dos Venégas do Aio prole ovante, De um Sousa, de um Vallente, e de outros fortes Nos perigos, e na gloria ao Rei consortes.

Em seguida á do Rei se distinguia Tenda semi real, que alli plantára Heroe, cujo valor não desmentia O sangue da Borgonha, que o formára; Pedro Affonso, a quem déra a luz do dia Amor, que o hymineo não consagrára, Digna estirpe de Henrique, e em obras suas Galardão do cuidado ao aio Fuas.

No circumstante campo, vasto, aberto, Que inda ha dois sóes medroso, e trepidante Víra a furia cruel, conflicto incerto Do Sarraceno em lanças abundante Contra o Christão, que anima o Chefe experto, E no Deus de seus pais a fé constante, Trombetas, e ataballes uns tangiam, Outros em novo canto assim diziam.

HYMNO.

Vai fugindo o Sarraceno Mais prompto do que avançou, Que todo o poder terreno Por Christo desbaratou O braço aos perros fatal De Affonso de Portugal.

Cada um dos Cavalleiros, Que por Christo ao campo vem, Cem dos infieis guerreiros Na peleja ante si tem; Mas tudo cede ao real Affonso de Portugal.

Cinco Reis de infieis mouros Contra os de Christo vieram, D'elles teve Affonso os louros, As costas a Affonso deram, Deu Deus esforço immortal A Affonso de Portugal.

Sobre o campo da victoria, Onde Christo lhe appar'ceu, E pr'a o escudo em memoria As proprias Chagas lhe deu, Ao throno alcemos real Affonso de Portugal.

Este Heroe, que Deus ajuda Tome a nossa vassallagem: Sempre ao povo seu acuda Ou Elle, ou sua linhagem: Seja pr'a sempre real A coroa de Portugal.

Sempre entro nós haja Rei Natural de nossa terra, Que na paz conduza a grei, E que a defenda na guerra, Qual o primeiro real Affonso de Portugal.

Em quanto uns assim cantam dos soldados, Vão outros pelo campo divagando: Estes colhem despojo inda espalhado, Aquelles secco matto vão cortando; Ascende ao ár o fumo, que enrolado Das accezas fogueiras vem manando, Onde est'outros preparam o alimento Dos membros lassos próvido sustento... Continue reading book >>




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