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Scenas da Foz   By: (1825-1890)

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First Page:

SCENAS DA FOZ

POR

CAMILLO CASTELLO BRANCO.

SOLEMNIA VERBA.

ULTIMA PALAVRA DA SCIENCIA.

O X DE TODOS OS PROBLEMAS DO CORAÇÃO.

OBRA IMPORTANTISSIMA PARA TODOS OS SEXOS, MASCULINO, FEMININO, E NEUTRO, E ESPECIALMENTE PARA AS COZINHEIRAS.

EM DOZE VOLUMES; SENDO O PRIMEIRO:

SCENAS DA FOZ

POR

JOÃO JUNIOR.

SOCIO DA PHILARMONICA, E IRMÃO DA ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO.

2.ª EDIÇÃO.

PORTO: EM CASA DE CRUZ COUTINHO EDITOR, Rua dos Caldeireiros, n.os 18 e 20.

1860.

PORTO TYPOGRAPHIA DE ANTONIO JOSÉ DA SILVA TEIXEIRA,

Largo do Laranjal n.º 4.

JUIZO CRITICO.

(DA PRIMEIRA EDIÇÃO.)

Li, como editor, e reli, como critico, as SCENAS DA FOZ do snr. João Junior . Declaro que encontrei uma serie de scenas, que tanto podiam ser de S. João da Foz como de Freixo de Espada á Cinta. Entretanto, os quadros comicos são desenhados com um pouco mais sal que um artigo de fundo. Os episodios funebres estão escriptos em estylo de cavallo de carruagem, como dizia Voltaire .

Outro sim declaro, que não vi neste livro doutrina, palavra, phrase, ou virgula, que destoe dos maus costumes da época em que é escripta. Como cousa offerecida á humanidade, a offerenda é digna da deusa e do sacerdote.

Porto 2 de Junho de 1857.

O EDITOR,

Camillo Castello Branco.

DEDICATORIA.

Á ESPECIE HUMANA INCLUSIVE OS BARÕES.

Senhora! O sacerdocio da imprensa, cuja invenção se deve a um agiota do seculo XIV,[1] é a mais augusta das funcções, depois da «Arte de cozinha». Ocioso seria provar esta atrevida proposição, quando os exemplos saltam como camarões em terra secca. A rotundidade dos abdomens, e a estupidez prodigiosa dos proprietarios dos ditos, senhora, é a mais persuasiva prova de que a culinaria tem sobre a imprensa a primasia disputada por alguns sandeus que se deixaram morrer de fome, embebecidos, no paradoxo da sciencia.

Sem embargo, porém, desta verdade, que palpita como um aneurysma, eu não posso deixar de reconhecer as grandes vantagens que podem provir a v. exc.ª da mirifica invenção dos typos.

Senhora! eu sou um desses poucos bipedes que reagem, por instincto, contra os quadrupedes que gratuitamente se dizem meus irmãos. Saturado de estudos longos e substanciosos sobre a alveitaria, tenho querido organisar um Manual de pharmacia , dedicado ao utilissimo curativo de alguns desses meus irmãos, que me ameaçam as tibias, quando a dôr do alifafe moral os faz pinotear desencabrestadamente.

Neste intuito, cuja extensão eu deixo á penetração de v. exc.ª, confeiçoei algumas receitas, que puz em systema pathologico, subordinadas a bases symptomatologicas, palavra grande que v. exc.ª soletrará de seu vagar.

Senhora! A hygiene moral, depois de Broussais, tem feito progressos que demandam um compendio novo, e uma diversa iniciativa no systema de applical os com aproveitamento.

O romance, senhora, é a mais proficua das pharmacias, porque neste laboratorio douram se as pilulas com maravilhosa limpesa. O romance, caldeado na forja onde Voltaire assacalou as armas com que feriu no coração o «ridiculo» de v. exc.ª, n'aquella época, será, se me não engana o muito amor da humanidade, um sodorifero por meio do qual faremos transpirar as muitas fezes que v. exc.ª traz no sangue, e das quaes se originam muitos miasmas de febre da pouca vergonha, para a qual não ha quarentena possivel, nem conselho de saude, por ventura o mais necessitado, na presente conjunctura, de ser esfregado com as baêtas da zombaria... Continue reading book >>




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