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A gravura em Portugal breves apontamentos para a sua história   By: (1843-1910)

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SEPARATA DO BOLETIM DA Real Associação dos Architectos Civis e Archelogos Portuguezes

A GRAVURA EM PORTUGAL

Breves apontamentos para a sua historia

POR

F. M. de Sousa Viterbo

Proprietaria e editora, a Real Associação

LISBOA Typ. da Casa da Moeda e Papel Sellado 1909

SEPARATA DO BOLETIM DA Real Associação dos Architectos Civis e Archelogos Portuguezes

A GRAVURA EM PORTUGAL

Breves apontamentos para a sua historia

POR

F. M. de Sousa Viterbo

Proprietaria e editora, a Real Associação

LISBOA Typ. da Casa da Moeda e Papel Sellado 1909

A GRAVURA EM PORTUGAL

Breves apontamentos para a sua historia

A historia da gravura em Portugal encontra se embryonaria na Collecção de memorias de Cyrillo Volkmar Machado e na Lista de alguns artistas do patriarcha D. Fr. Francisco de S. Luiz (Cardeal Saraiva). Rodrigo Vicente d'Almeida colheu, durante annos, numerosos subsidios, que andava coordenando para dar ao prelo, quando a morte o surprehendeu. A Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro trata de preencher a lacuna, e muito grato lhe deve ser o nosso paiz, pela publicação do catalogo dos retratos colligidos por Diogo Barbosa Machado, catalogo que abrange não menos de 1.980 numeros. E, como se isto não bastasse, a mesma Bibliotheca, por intermedio de alguns dos seus intelligentes funccionarios, está dando a lista das producções dos gravadores, iniciando a serie por Debrie.

A nossa Academia de Bellas Artes possue uma valiosissima collecção de gravuras, as quaes, ascendendo a 4.000, estavam até ha pouco a monte, sem que pudessem ser consultadas pelos estudiosos. O sr. Luciano Freire, secretario da mesma corporação, deu se ao improbo trabalho de as catalogar, e quando esse catalogo se imprima, de certo se encontrará nelle um inapreciavel thesouro de informações.

No Jornal do Commercio , n.^o 11.428 de quarta feira, 6 de Janeiro de 1892, publiquei um artigo, que transcrevo agora aqui, com algumas correções e additamentos, o qual fórma o 1.^o paragrapho ou capitulo destes ligeiros estudos, que não têem outro merecimento senão o de serem uma pequena contribuição para a historia da gravura em Portugal. As minhas circumstancias não me deixam aprofundar nem proseguir, quanto desejava, este modestissimo trabalho, que, oxalá, possa ainda assim offerecer alguma novidade ou indicação curiosa.

I

Tanto em Portugal como em Hespanha, grande numero de livros do seculo XVI apparecem ornamentados de gravuras, que julgo na maioria dos casos, de procedencia estranha, tão estranha como a arte typographica. Os primeiros typographos que exerceram a arte em Portugal foram estrangeiros e entre elles torna se notavel, pelo extenso periodo em que manifestou a sua actividade, e pelo grande numero de obras que imprimiu, Germão Galharde, francez. Muitos livros deste impressor são adornados de estampas e outros têem tarjas em que se lê o seu nome. Estou persuadido que quasi todas ellas vieram de fóra do reino, havendo todavia algumas que seriam gravadas em Portugal. Assim neste caso parece me estar o frontespicio da Ley que dispõ quanto t[ e]po e onde hão de estudar os letrados , impressa a 18 de janeiro de 1539. Numa das pilastras do portico estão as iniciaes F. D. que indicam por certo o nome do gravador, e na outra a data 1534. Este frontispicio, porém, já fôra empregado anteriormente nas Constituições do bispado Devora , impressas em 1534, para as quaes, sem duvida, fôra originariamente destinado.

Existe outro livro, impresso por Germão Galharde, que deve merecer toda a attenção, não só pelo seu valor historico e linguistico, mas ainda pelo seu valor bibliographico e artistico: é a Coronica do Condestabre de Portugal , de que ha duas impressões do mesmo typographo, uma de 1526, outra de 1554. Tanto uma como outra tem no verso do frontispicio a figura, de corpo inteiro, dum cavalleiro, que, Innocencio, não sei com que fundamento, diz ser de Nuno Alvares Pereira. Parece me comtudo de phantasia... Continue reading book >>




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